terça-feira, 31 de maio de 2011

(PROGRAMA FASHION) Como tratar o cabelo no inverno?

A mudança de estação não provoca mudanças somente no clima. Com a chegada do frio, muita coisa no nosso organismo e nos nossos hábitos também muda. Entre outros cuidados com a saúde e com a beleza, o inverno também é época em que as mulheres devem ficar atentas para manter as madeixas em dia.

Muitas pensam que isso não é necessário, já que os fios não ficam expostos ao sol forte como no verão. Na verdade, o tratamento do cabelo no inverno é primordial. É a melhor época para recuperar os danos da estação passada e prepará-lo para mais uma temporada de sol, mar e piscina.

As baixas temperaturas pedem banhos mais quentes e demorados. Apesar de relaxante, o hábito pode ser bastante prejudicial porque remove toda a oleosidade do couro cabeludo. Vale lembrar que esta oleosidade funciona como uma proteção natural e se for totalmente retirada, pode deixar o cabelo com um aspecto ressecado.
Em alguns casos, a ausência do chamado manto hidrolipídico faz com que o organismo aumente a produção desse óleo, deixando a cabeleira com um aspecto pesado e engordurado. Para evitar estes problemas, o ideal é só lavar o cabelo com água morna.

A ação do frio, principalmente do vento, afeta diretamente os fios. Por isso, evite sair de casa com o cabelo molhado. A melhor opção é usar o secador para ajeitar os fios, mas sempre tomando os cuidados necessários. Antes de começar a secagem, use um creme termoativado para proteger o cabelo e não deixe o jato de ar quente muito próximo aos fios.

Esses pequenos cuidados diários, junto com a hidratação e as visitas periódicas ao salão para manter o corte são a maneira ideal de como tratar o cabelo no inverno e garantir um visual lindo durante toda a estação.

Fonte: Dicas de mulher

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(COLUNA EXTRA) Dia-a-dia ou dia a dia? Como fica a expressão no novo acordo


O brasileiro gosta de falar da sua rotina, do seu trabalho, do seu dia a dia (ou dia-a-dia?). Se fosse antes do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o certo seria grafar a expressão com hífen. Mas, pela nova regra, o hífen não é mais exigido nas palavras compostas que têm entre os termos um elemento de ligação (preposição, artigo ou pronome).

Ex.:

Gosto de trabalhar, mas o dia a dia daquela empresa me mata!

Assim como a expressão “dia a dia”, muitas outras expressões já tradicionais na língua portuguesa perderam o hífen. Confira:

corpo a corpo (substantivo e advérbio), passo a passo (substantivo e advérbio), arco e flecha, general de divisão, lua de mel, pé de moleque, ponto e vírgula, não me toques (melindres), um disse me disse, um deus nos acuda, um(a) maria vai com as outras, um pega pra capar, carne de sol, dor de cotovelo, pau de sebo, (um) faz de conta, queda de braço, (forró/trio) pé de serra, fim de semana, bicho de sete cabeças, mão de obra, quarta de final e dia a dia (substantivo e advérbio).

Atenção às exceções! Sempre elas… =/

1) água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia (as economias de uma pessoa), ao deus-dará e à queima-roupa;

2) os nomes de espécies botânicas e zoológicas, como andorinha-do-mar, bem-te-vi, cana-de-açúcar, coco-da-baía, dente-de-leão, feijão-carioca, feijão-verde, joão-de-barro, limão-taiti e mamão-havaí;

3) os adjetivos pátrios derivados de topônimos compostos, como cruzeirense-do-sul, florentino-do-piauí e mato-grossense-do-sul.

Fonte: Quem tem medo de português?

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

(MOTIVAÇÃO) A grama do vizinho é mais verde?

"Mídias sociais fazem a vida alheia parecer mais interessante que a sua."

Lembro da primeira vez que uma cliente minha confessou que perdia horas e horas checando os perfis alheios no Facebook. Ela deprimia-se diante da felicidade dos outros, estampada em fotos e frases de quem parecia viver a vida ideal 24 horas por dia. Fiquei mais surpresa ainda ao receber, não muito depois, outras confissões bem similares. Mais pessoas se sentiam absolutamente infelizes por não terem 500 amigos em sua lista ou por não receberem tantos comentários assim ao postarem uma foto ou uma frase.

Muita gente também era remetida a um sentimento esquisito de mediocridade por não ter uma vida tão interessante quanto a que os outros usuários desta rede social parecem ter. Parecem ter. Quem disse que tem? Facebook e afins são reflexos de uma época que soma duas coisas: acesso fácil à tecnologia e um mundo de aparências, no qual "ter" e "parecer" são mais importantes do que "ser".

A psicóloga Mariana Lauria de Oliveira esclarece que não há como negar que a tecnologia digital trouxe uma nova configuração aos hábitos e costumes. Então, segundo ela, devemos refletir sobre a maneira como esta ferramenta vem sendo utilizada. "Através das mídias sociais cria-se a ilusão da satisfação plena, de maneira compulsiva, tanto para quem busca informações quanto para quem divulga. É um sistema de retroalimentação, no qual as pessoas querem saber mais e mais sobre aqueles que querem expor cada vez mais também", explica.

Como acontece com Cacau Oliveira, que confessa ser viciada em Facebook e não deixa de postar cada coisa que realiza no dia-a-dia. Está tudo lá: se chegou ao trabalho, se foi à ginástica, o que comeu no almoço, as fotos tiradas no fim de semana pelo celular e postadas imediatamente no Facebook. E como se já não fosse pouco, escreve as mesmas coisas no Twitter. "Gosto de publicar para ter um retorno em comentários e aprovações. Me sinto popular assim", comenta.

Mariana explica este tipo de comportamento: "a maneira como as pessoas se mostram em seus posts é a forma como se relacionam também fora das mídias sociais. Assim, tendo um pouco mais de senso perceptivo, é possível diferenciar aqueles que são mais depressivos, fúteis, superficiais, egocêntricos, etc.", completa a psicóloga.

A felicidade que pode ser ilusória

Do outro lado da moeda de pessoas exibicionistas como Cacau, estão aqueles que se deixam impressionar por estes excessos. É tanto encontro com amigo, tanto post comentado, tanta foto de momentos maravilhosos, frases de quem vive sempre de bem com a vida, que algumas pessoas começam a se perguntar: "por que só eu não vivo esta felicidade contagiante todos os dias da semana?".

Com uma certa vergonha, a contadora Lygia Menezes confessa: "Tem pessoas no meu Facebook que publicam fotos e comentários quase que 24 horas por dia e só mostram uma euforia e uma felicidade magníficas. Em alguns momentos eu me pergunto o que ando fazendo de errado na minha vida para não conseguir ser assim também. É tanta felicidade exposta o tempo todo que eu - que fico triste, cansada, mal-humorada - começo a me achar um bicho estranho e cheio de problemas".

Segundo a especialista, a postagem de fotos e frases é um ato de responsabilidade de cada um e, desta forma, a pessoa pode mesmo estar exibindo uma realidade ilusória, mostrando somente aquilo que pode ser interessante mostrar. "No entanto, a ilusão de felicidade criada na rede é tão estática como a tela do computador", pondera ela.

Na época que o Orkut era mais popular, a atriz Monica de Souza experimentou várias vezes este sentimento de inferioridade ao visitar as páginas dos amigos na rede social. "Sempre que me sentia chateada, eu me pegava quase que inconscientemente navegando pelas páginas de desconhecidos ou, especialmente, de amigos de tempos passados. Ficava admirando como as pessoas estavam bem encaminhadas, felizes, como tudo deu certo para elas e, ao mesmo tempo, me sentia cada vez menor, já que nada dava certo para mim e eu não estava naquele estado bonito de felicidade", conta ela que agora está em outro momento de vida, bem mais feliz, e não cultiva mais este hábito.

Não caia na armadilha da internet

Mesmo quem tem uma vida que considera satisfatória e momentos de felicidades constantes e reais, pode em algum momento cair nesta armadilha, como aconteceu com a advogada Andressa Soares. "Lembro-me de sentir frustração - e até inveja - numa vez em que vi o álbum um amigo, com fotos ao redor do mundo. Ele é o que ainda não consegui me tornar: diplomata. Fiquei numa dialética de sentimentos ruins, entre a inveja e a autopiedade. Resolvi não tornar a ver os registros dele, porque senti vergonha daquela sensação", diz a advogada.

"Acho que as pessoas caem nessas armadilhas porque ficam à procura de algo que elas supõem que seja perfeito, só que tal perfeição não existe. O mais difícil é encarar o que não é perfeito, a vida fora da internet, e isso requer muito trabalho. Lidar com a frustração não é fácil, é preciso ter amadurecimento emocional", analisa a psicóloga.

Ainda nas palavras de Mariana, o que se observa é que, no fundo, uma rede de amigos consideravelmente grande e a necessidade de expor de maneira exagerada que é feliz, oculta indivíduos solitários no dia-a-dia, que se abstêm da exposição que uma relação interpessoal real exige. "Acredito que seja uma tendência do contemporâneo, a noção de tempo cada vez mais acelerada, de relações cada vez mais superficiais e indivíduos cada vez mais isolados", esclarece a psicóloga.

As ferramentas sociais fazem parte do mundo moderno, não há como negar. Saber usá-las com sabedoria e moderação talvez seja a chave para o futuro. O contato pessoal ainda é mais importante e satisfatório do que saber através do Facebook que seu amigo chegou atrasado no trabalho, o que sua vizinha comeu no café da manhã ou a opinião do seu colega de trabalho sobre o capítulo da novela que ainda está sendo exibido. Assim como também é ilusória a ideia de que as pessoas vivem naquele país das maravilhas que elas mostram online.

Que tal desconectar-se um pouco do seu Facebook? Se o dia está lindo lá fora pode ser um convite para um passeio ao ar livre. Quem sabe no caminho você não encontra um amigo, dá um abraço de verdade nele e sentam para um café e um bate-papo.

Por Carolina Arêas
Fonte: Personare

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terça-feira, 24 de maio de 2011

(BPM NOTÍCIA) Dilma pode adiar votação do novo Código Florestal

Ex-ministros do Meio Ambiente querem
que Dilma adie votação do Código Florestal.



Grupo afirma que proposta representa retrocesso na política ambiental do Brasil.


Um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente pretende apelar nesta terça-feira (24) à presidente Dilma Rousseff para adiar a votação do Código Florestal, prevista para hoje, na Câmara dos Deputados. Entre eles estão Marina Silva (PV-AC), Carlos Minc e Rubens Ricúpero. Os ex-ministros querem evitar a aprovação de alguns artigos do código que apontam como um retrocesso na legislação ambiental brasileira.

Apelo semelhante foi feito ontem (23) pelos ex-ministros aos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Mas o relator do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou que não há razão para adiar a votação do assunto nem fazer eventuais mudanças na proposta.

Segundo Aldo, quaisquer modificações só devem ser discutidas no Senado. A votação do código foi adiada três vezes. Porém, em carta aberta à Dilma e ao Congresso, os ex-ministros afirmam que a proposta representa um retrocesso na política ambiental brasileira que foi pioneira na criação de leis de conservação e proteção de recursos naturais.

Para os ex-ministros do Meio Ambiente, é necessário aperfeiçoar o texto do Código Florestal. Segundo eles, o principal equívoco se refere à ausência de mecanismos de proteção aos pequenos proprietários e aos agricultores familiares. Também fazem críticas às medidas que levam à flexibilização, que pode causar mais desmatamento.

"Mudanças devem ser discutidas no Senado."
Independentemente das críticas dos ex-ministros, o relator do código admitiu que um dos temas que devem ser alvo de revisão, no Senado, é a questão sobre as pequenas propriedades (até quatro módulos fiscais) localizadas às margens de rios,obrigadas a manter APP (área de preservação permanente) equivalente a 20% da área total.

O assunto também será tema de reuniões de três ministros hoje em Brasília. De manhã, o chanceler Antonio Patriota conversa com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. À tarde, Patriota e Izabella se reúnem com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Veja como é, e, se for aprovado, como ficará o Código Florestal Brasileiro:


Fonte: R7

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

(BPM NOTÍCIA) Sem direito de escolha de voto!


Um fantasma ronda o Congresso Nacional. Na semana passada, ele se cristalizou no formato de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com uma proposição de arrepiar os cabelos: retirar dos eleitores brasileiros o direito, previsto na Constituição, de votar diretamente em seus candidatos para depurado federal, estadual e vereador. De acordo com a proposta, contida em um texto de apenas duas páginas, o atual sistema de eleição para esses cargos seria substituído pelo chamado "voto em lista fechada". Este modelo, como o nome sugere, prevê que os partidos criem listas de representantes para disputar as eleições para o Legislativo. Entrariam nas listas algumas poucas pessoas aprovadas pelas cúpulas partidárias. No dia da votação, o eleitor só poderia votar na legenda - e não nos candidatos. Sua liberdade de escolha, portanto, ficaria restrita a optar entre o PT, o PMDB, o PSDB. .. e assim por diante. Quanto mais votos um partido recebesse, mais candidatos elegeria. Ou seja: os iluminados escolhidos pela direção partidária ganhariam mandatos mesmo sem ter recebido um único voto em seu nome. A PEC foi aprovada pela comissão de reforma política do Senado. Para entrar em vigor, ainda precisa passar pelo plenário da Casa e, depois, pelo crivo da Câmara.

“O PT é o principal interessado em aprovar essa mudança”, explica o filósofo Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde 2007, o sistema de voto em lista fechada tomou-se uma obsessão da alta cúpula petista. O PT alega que o modelo fortaleceria os partidos, por obrigar todos os integrantes de cada agremiação a defender as mesmas bandeiras nas eleições. Balela. O que orienta os petistas nessa escolha é uma esperteza baseada na conjuntura, e não uma questão de princípios. Eles apostam que a lista fechada ampliará sua representação na Câmara. Há dois meses, uma pesquisa do Datafolha revelou que o PT é o partido preferido de 26% dos eleitores. Outros partidos grandes, como o PMDB e o PSDB, foram mencionados por 6% e 5% dos entrevistados, respectivamente. Essa distância brutal em relação às outras legendas se repete em rodas as pesquisas realizadas desde 2003, quando os petistas chegaram ao poder. O que se pretende com a lista fechada, portanto, é congelar o momemo atual da política brasileira, em que o PT domina a paisagem: Petistas de alto coturno também se arrepiam, mas de emoção, ante a possibilidade de ordenar o rol de representantes do partido sem a participação dos eleitores. Na prática, esse mecanismo garantirá aos chefões da legenda mandato vitalício: eles estarão sempre nas primeiras posições da lista petista.

Como quase tudo o que envolve o partido de Lula, há também um forte componente financeiro no meio dessa discussão. Com a lista fechada, querem empurrar goela abaixo do eleitor o financiamento público das campanhas. As legendas não precisariam mais arrecadar dinheiro para disputar as eleições: receberiam um cheque polpudo do governo para cobrir todas as despesas. Desde os anos 80, muitos petistas defendem essa bandeira, sob o argumento de que o financiamento público permite que pobres e ricos concorram em pé de igualdade. Mas a questão só entrou na ordem do dia por causa do escândalo do mensalão. Pilhados operando um gigantesco esquema de corrupção usado para aliciar deputados, os petistas passaram a argumentar que o financiamento público eliminaria a necessidade de praticar malfeitos. Risível. A proposta do partido é que o governo financie as eleições com 7 reais por eleitor - o que significaria 950 milhões de reais a cada pleito. Os recursos seriam distribuídos de acordo com a votação de cada legenda na eleição anterior para a Câmara. Adivinhe quem ficaria com a maior parte, se a divisão do bolo ocorresse hoje. O PT, claro. É mais uma forma de tentar se perpetuar no poder.

O voto em lista fechada surgiu em 1885, na Bélgica. A ideia era permitir que diversas ideologias tivessem espaço no Parlamento, respeitando o direito de minorias. Mas sua aplicação só faz sentido quando há partidos fortemente ideológicos: um monarquista, um socialista, um liberal ... Na geleia geral dos partidos brasileiros, em que há gente que admite não ser "nem de direita, nem de esquerda, nem de centro", não há a menor justificativa para isso. A lógica petista, que pretende mudar as regras do jogo para usurpar do eleitor o direito de escolher seus representantes no Parlamento, emula o velho princípio bolchevique de que não há virtude fora do partido. Só a agremiação sabe o que é melhor para o povo. O germe dessa ideia tosca foi plantado na Rússia, após a revolução de 1917, e até hoje dá frutos podres em lugares tão democráticos quanto Cuba, China e Coreia do Norte. Inspirar-se nesse clube é tudo o que o Brasil não precisa fazer.

Fonte: Revista Veja

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